{"id":12707,"date":"2026-07-06T11:04:30","date_gmt":"2026-07-06T09:04:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.violencequefaire.ch\/seniors\/"},"modified":"2026-09-07T09:25:28","modified_gmt":"2026-09-07T07:25:28","slug":"pessoas-idosas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.violencequefaire.ch\/pt-pt\/pessoas-idosas\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia e pessoas idosas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column]<section class='vqf_section_block orange_button_block orange_absolute_btn block_background'><div class='vqf_container'><div class='vqf_row'><div class='vqf_full_col'><a href=https:\/\/www.violencequefaire.ch\/pt-pt\/texte-simplifie-seniors\/ class='orange_button'><span>Texto simplificado<\/span><img src='https:\/\/www.violencequefaire.ch\/wp-content\/themes\/vqf\/assets\/img\/icons\/arrow_black.svg' alt=''><\/a><\/div><\/div><\/div><\/section><section class='vqf_section_block text_n_media_block podcast_media block_background'><div class='vqf_container'><div class='vqf_row'><div class='left_text_block'><h2>Viol\u00eancia e pessoas idosas<\/h2><div class='vqf_fixed_width_text'><p><\/p>\n<div class=\"qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot\">\n<div class=\"\" data-turn-id-container=\"request-WEB:e0860dd3-43b5-4532-8382-9db959362aad-36\" data-is-intersecting=\"true\">\n<section class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\" dir=\"auto\" data-turn-id=\"request-WEB:e0860dd3-43b5-4532-8382-9db959362aad-36\" data-turn-id-container=\"request-WEB:e0860dd3-43b5-4532-8382-9db959362aad-36\" data-testid=\"conversation-turn-74\" data-turn=\"assistant\">\n<div class=\"text-base my-auto mx-auto pb-8 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\">\n<div class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\" data-conversation-screenshot-content=\"\">\n<div class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\">\n<div class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+&amp;]:mt-1\" dir=\"auto\" tabindex=\"0\" data-message-author-role=\"assistant\" data-message-id=\"a2a24425-7d48-4780-a61e-b154407d5b2e\" data-message-model-slug=\"gpt-5-6\" data-turn-start-message=\"true\">\n<div class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\">\n<div class=\"fbskMG_root markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling\">\n<p class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-start=\"0\" data-end=\"60\"><strong>Viol\u00eancia e pessoas idosas \u2013 \u00abUma viol\u00eancia invisibilizada!\u00bb<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"62\" data-end=\"498\">Os casais de pessoas idosas tamb\u00e9m s\u00e3o afetados pela viol\u00eancia conjugal, seja ela psicol\u00f3gica, f\u00edsica, sexual ou econ\u00f3mica. No entanto, as pessoas com 65 anos ou mais ainda recorrem pouco aos servi\u00e7os de apoio. Estas formas de viol\u00eancia continuam a ser amplamente desconhecidas e invisibilizadas, nomeadamente devido ao isolamento social e ao facto de os recursos dispon\u00edveis nem sempre estarem adaptados \u00e0 realidade das pessoas idosas.<\/p>\n<p data-start=\"500\" data-end=\"716\">Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, 20% das v\u00edtimas de feminic\u00eddio na Su\u00ed\u00e7a estavam em idade de reforma, o que faz deste o grupo mais afetado. Em dois ter\u00e7os dos casos, o autor era uma pessoa pr\u00f3xima, o c\u00f4njuge ou ex-c\u00f4njuge.<\/p>\n<p data-start=\"718\" data-end=\"1555\">Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil saber a quem recorrer. Algumas pessoas idosas conhecem pouco os servi\u00e7os de apoio existentes ou t\u00eam dificuldades em aceder-lhes, nomeadamente devido a uma mobilidade ou autonomia reduzidas. Em primeiro lugar, a falta de campanhas de preven\u00e7\u00e3o e o acesso limitado \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, sobretudo online, refor\u00e7am estes obst\u00e1culos. As pessoas com um percurso migrat\u00f3rio tamb\u00e9m podem enfrentar barreiras lingu\u00edsticas, complexidade administrativa, desigualdades econ\u00f3micas ou isolamento social. Al\u00e9m disso, algumas estruturas e servi\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o suficientemente acess\u00edveis \u00e0s pessoas idosas. Os alojamentos de emerg\u00eancia podem exigir autonomia na vida quotidiana, enquanto as consultas s\u00e3o frequentemente realizadas presencialmente, o que pode constituir um obst\u00e1culo para as pessoas com dificuldades de mobilidade ou de autonomia.<\/p>\n<p data-start=\"1557\" data-end=\"1898\">Um estudo do centro nacional de compet\u00eancias Vieillesse sans Violence destaca a import\u00e2ncia de conhecer melhor estes obst\u00e1culos e os recursos espec\u00edficos destinados \u00e0s pessoas idosas, a fim de facilitar a sa\u00edda de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e permitir que os e as profissionais, bem como as pessoas pr\u00f3ximas, identifiquem melhor estas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p data-start=\"1900\" data-end=\"2250\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Se determinados comportamentos da sua parceira ou do seu parceiro a\/o deixam desconfort\u00e1vel, lhe causam medo, a\/o isolam ou lhe d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de j\u00e1 n\u00e3o poder tomar decis\u00f5es livremente, \u00e9 leg\u00edtimo questionar-se e falar sobre isso. Tamb\u00e9m pode procurar ajuda se estiver preocupada\/o com os seus pr\u00f3prios comportamentos ou com os de uma pessoa pr\u00f3xima.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"z-0 flex min-h-[46px] justify-start\"><\/div>\n<div class=\"mt-3 w-full empty:hidden has-[&gt;&lt;p&gt;_:empty]:hidden\">\n<div class=\"text-center\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1\" data-conversation-screenshot-content=\"\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"pointer-events-none -mt-px h-px translate-y-(--scroll-root-safe-area-inset-bottom)\" aria-hidden=\"true\"><\/div>\n<p><\/p><\/div><div class='vqf_accordion_block'><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>N\u00e3o reconhecimento da viol\u00eancia<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Talvez tenha a impress\u00e3o de que a palavra \u00abviol\u00eancia\u00bb \u00e9 demasiado forte para descrever aquilo que est\u00e1 a viver, sobretudo se n\u00e3o houver agress\u00f5es f\u00edsicas. No entanto, as humilha\u00e7\u00f5es, os insultos, as amea\u00e7as, o controlo do dinheiro, o isolamento, as rela\u00e7\u00f5es sexuais impostas ou ainda o controlo das suas desloca\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem constituir formas de viol\u00eancia.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 As representa\u00e7\u00f5es sociais e culturais t\u00eam tido tend\u00eancia, nomeadamente, a concentrar-se na viol\u00eancia dom\u00e9stica f\u00edsica, invisibilizando assim outras formas de viol\u00eancia que uma pessoa pode sofrer ou exercer.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Algumas normas geracionais e sociais tamb\u00e9m contribuem para banalizar e normalizar diferentes formas de viol\u00eancia.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Normas geracionais e o \u00abdever conjugal\u00bb<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Algumas pessoas cresceram com a ideia de que o casamento deve durar toda a vida, que os problemas do casal devem permanecer no seio da fam\u00edlia ou que n\u00e3o se deve \u00abfalar mal\u00bb da parceira ou do parceiro. Estas cren\u00e7as podem tornar mais dif\u00edcil reconhecer a viol\u00eancia e falar sobre ela.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Aspetos geracionais e culturais tamb\u00e9m podem influenciar a nossa defini\u00e7\u00e3o do que constitui viol\u00eancia sexual e at\u00e9 contribuir para a sua invisibiliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Muitas pessoas tamb\u00e9m cresceram com a ideia de que o casamento \u00e9 um compromisso para toda a vida e que \u00e9 preciso preservar a unidade familiar a todo o custo.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Isto pode levar, por exemplo, a resolver os problemas no seio da fam\u00edlia, a considerar o casamento como uma uni\u00e3o \u00abpara o melhor e para o pior\u00bb, a considerar o marido como o chefe da fam\u00edlia, a ter medo \u00abdo que os outros v\u00e3o dizer\u00bb e a n\u00e3o falar mal das pessoas falecidas. Falar sobre viol\u00eancia no seio do casal faz frequentemente surgir um conflito de lealdade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa que exerce a viol\u00eancia ou \u00e0 fam\u00edlia.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Muitas pessoas cresceram com a ideia de que o casamento ou o simples facto de estar numa rela\u00e7\u00e3o implica consentimento e um compromisso em manter rela\u00e7\u00f5es sexuais. A no\u00e7\u00e3o de \u00abdever conjugal\u00bb est\u00e1 amplamente difundida e contribui para normalizar e at\u00e9 banalizar a viola\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Estar casado\/a ou numa rela\u00e7\u00e3o nunca significa consentir automaticamente em manter rela\u00e7\u00f5es sexuais. O consentimento continua a ser necess\u00e1rio, independentemente da idade ou da dura\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Estes fatores invisibilizam a viol\u00eancia e contribuem para a sua normaliza\u00e7\u00e3o. Podem tamb\u00e9m levar a pessoa v\u00edtima a sentir-se culpada e a ficar ainda mais isolada.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 \u00c9 ainda mais dif\u00edcil reconhecer a viol\u00eancia e validar aquilo que se sente quando as pessoas pr\u00f3ximas valorizam estas cren\u00e7as e normas. O medo de n\u00e3o ser compreendido\/a tamb\u00e9m pode desencorajar uma pessoa de falar ou de se questionar sobre aquilo que est\u00e1 a viver.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Controlo coercivo e isolamento social<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Em caso de perda progressiva dos la\u00e7os sociais e da autonomia, a ideia de pedir ajuda ou sair de casa pode parecer insuper\u00e1vel. Com o avan\u00e7ar da idade, algumas pessoas podem ver a sua rede social diminuir: reforma, falecimento de pessoas pr\u00f3ximas, problemas de mobilidade ou perda de autonomia. Este isolamento pode limitar as possibilidades de pedir ajuda.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Os la\u00e7os sociais s\u00e3o essenciais para a prote\u00e7\u00e3o contra o controlo coercivo e s\u00e3o frequentemente visados pela pessoa que exerce esse controlo, com o objetivo de isolar ainda mais a v\u00edtima e refor\u00e7ar o seu dom\u00ednio sobre ela. O isolamento social constitui, assim, um importante fator de risco e de vulnerabilidade.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Vergonha e culpa<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Quando a viol\u00eancia dura h\u00e1 muito tempo, por vezes durante v\u00e1rias d\u00e9cadas, falar sobre ela pode ser dif\u00edcil. Muitas pessoas sentem vergonha ou culpa ao romper o sil\u00eancio sobre aquilo que est\u00e3o a viver.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Nas pequenas localidades, por exemplo, onde o anonimato \u00e9 mais limitado, algumas v\u00edtimas podem recear o olhar dos outros ou que a sua situa\u00e7\u00e3o seja conhecida pelas pessoas pr\u00f3ximas ou pela fam\u00edlia.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Um c\u00edrculo pr\u00f3ximo que vive situa\u00e7\u00f5es semelhantes e banaliza a viol\u00eancia pode, por vezes, refor\u00e7ar a culpa ou a sensa\u00e7\u00e3o de \u00abter falhado\u00bb no casamento ou de n\u00e3o ser \u00abum\/a bom\/boa esposo\/a\u00bb. Neste contexto, pode ser particularmente dif\u00edcil romper o sil\u00eancio. Al\u00e9m disso, nas din\u00e2micas de controlo e dom\u00ednio no seio do casal, as humilha\u00e7\u00f5es, os insultos e o medo constante ou imprevis\u00edvel podem refor\u00e7ar o sil\u00eancio e levar a pessoa a duvidar dos seus pr\u00f3prios sentimentos, a sentir-se respons\u00e1vel pelas agress\u00f5es e a adaptar-se a elas. Algumas pessoas sentem tamb\u00e9m vergonha neste ciclo de viol\u00eancia, por n\u00e3o compreenderem por que raz\u00e3o permanecem ou regressam para junto de uma pessoa que as faz sofrer.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Sentir vergonha ou culpa \u00e9 frequente quando se vive uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. No entanto, a responsabilidade pela viol\u00eancia pertence sempre \u00e0 pessoa que a exerce.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Depend\u00eancia financeira e de cuidados<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Com o avan\u00e7ar da idade, algumas pessoas podem tornar-se mais dependentes da sua parceira ou do seu parceiro, nomeadamente a n\u00edvel financeiro ou para determinados cuidados e atividades da vida quotidiana. Esta depend\u00eancia pode tornar mais dif\u00edcil pedir ajuda ou afastar-se de uma rela\u00e7\u00e3o violenta. O controlo coercivo, que consiste em tornar uma pessoa dependente por raz\u00f5es psicol\u00f3gicas, financeiras ou de sa\u00fade, pode intensificar-se em idades mais avan\u00e7adas, quando determinadas vulnerabilidades se acentuam.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 As desigualdades tornam-se ainda mais acentuadas para as mulheres: o facto de se ocuparem do lar e dos filhos, bem como as desigualdades salariais durante os anos de atividade profissional, reduzem drasticamente a pens\u00e3o de reforma. Esta diferen\u00e7a pode, assim, refor\u00e7ar a depend\u00eancia e a viol\u00eancia econ\u00f3mica.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Porque \u00e9 que, por vezes, \u00e9 dif\u00edcil pedir ajuda ou sair de uma rela\u00e7\u00e3o?<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Pedir ajuda n\u00e3o significa necessariamente ter de sair imediatamente de casa ou p\u00f4r fim \u00e0 rela\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel falar sobre a sua situa\u00e7\u00e3o e explorar as diferentes possibilidades ao seu pr\u00f3prio ritmo.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Muitas pessoas n\u00e3o se atrevem a sair de uma rela\u00e7\u00e3o marcada pela viol\u00eancia porque pensam que \u00e9 demasiado tarde ou que j\u00e1 n\u00e3o vale a pena. Depois de anos a adaptarem-se a comportamentos agressivos, algumas pessoas sentem receio perante a ideia de partir.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Algumas pessoas referem tamb\u00e9m sentir que n\u00e3o t\u00eam for\u00e7as suficientes para iniciar procedimentos jur\u00eddicos ou administrativos.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Os problemas de sa\u00fade e a depend\u00eancia financeira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parceira ou ao parceiro podem refor\u00e7ar o controlo exercido por esta pessoa e o medo de n\u00e3o conseguir sair da rela\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Algumas pessoas receiam perder o controlo da situa\u00e7\u00e3o, ter de sair de casa, que a viol\u00eancia se agrave ou ter de ir viver para uma institui\u00e7\u00e3o para pessoas idosas.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 A dificuldade em falar sobre a situa\u00e7\u00e3o e em encontrar recursos adaptados \u00e0s necessidades espec\u00edficas, nomeadamente financeiras, de cuidados ou psicol\u00f3gicas, constitui um obst\u00e1culo importante que pode desencorajar a procura de ajuda.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 As pessoas pr\u00f3ximas s\u00e3o frequentemente um recurso muito importante, tanto para identificar a viol\u00eancia no seio do casal como para procurar solu\u00e7\u00f5es de apoio e acompanhamento.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Est\u00e1 preocupado\/a com uma pessoa idosa pr\u00f3xima de si?<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p>\u2022 Alguns sinais podem ser motivo de alerta: isolamento, controlo por parte da parceira ou do parceiro (por ex., a pessoa n\u00e3o pode vestir-se como deseja ou fazer o que quer), banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a parceira ou o parceiro (por ex., atrav\u00e9s de piadas depreciativas ou sobre magoar ou maltratar a pessoa).<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Muitas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio quebrar o sil\u00eancio que envolve a viol\u00eancia. Por vezes, \u00e9 preciso ter coragem para perguntar como est\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o em geral, como decorrem os conflitos ou se a pessoa alguma vez se sentiu em perigo, por exemplo.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 Uma pessoa que vive situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia no seio do casal atravessa uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e dolorosa, que pode ser acompanhada de medo, vergonha ou de um sentimento de solid\u00e3o. Para iniciar o di\u00e1logo, \u00e9 importante oferecer uma escuta atenta, sem julgamentos e que respeite o ritmo da pessoa. Pressionar a v\u00edtima ou faz\u00ea-la sentir-se culpada s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es a evitar, pois podem isol\u00e1-la ainda mais.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 \u00c9 importante condenar os atos de viol\u00eancia, mantendo ao mesmo tempo o v\u00ednculo com a pessoa. Mostrar-lhe que est\u00e1 dispon\u00edvel para a ouvir e apoiar, sem lhe impor condi\u00e7\u00f5es (por ex., \u00abTens de deixar a tua parceira\/o teu parceiro\u00bb), \u00e9 uma forma valiosa de a acompanhar ao seu pr\u00f3prio ritmo e de lhe oferecer um espa\u00e7o seguro.<br \/>\n<br \/>\n\u2022 O papel de quem presencia ou tem conhecimento de uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia \u00e9 fundamental, mas tamb\u00e9m delicado e, por vezes, pode ser dif\u00edcil de assumir. Por isso, \u00e9 importante n\u00e3o enfrentar esta situa\u00e7\u00e3o sozinho\/a e contar com apoio para poder falar sobre ela com total confidencialidade.<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='accordion_item'><div class='accordion_header'><span class='title'>Recursos de apoio para pessoas idosas<\/span><\/div><div class='accordion_body'><div class='acc_body_inner'><div class='vqf_fixed_width_text'><p><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.violencequefaire.ch\/pt-pt\/encontrar-ajuda\/?canton=0&age=606&type=0&type_aide=0&mots-cles=\">Clique aqui para consultar os recursos<\/a><br \/>\n<\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class='right_media_block'><div class='media_box'><div class='podcast_col'><div class='podcast_item'><a href='https:\/\/www.violencequefaire.ch\/pt-pt\/podcast\/episode-10-violences-et-seniors\/'><\/a><div class='bg_layer'><img src='https:\/\/www.violencequefaire.ch\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Post-carre.png' alt=''><\/div><div class='inner'><div class='img_block'><img src='https:\/\/www.violencequefaire.ch\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Post-carre.png' alt=''><\/div><div class='podcast_info'><span class='episode_name'><strong>LA VIOLENCE AU SEIN DU COUPLE CHEZ LES PERSONNES \u00c2G\u00c9ES<\/strong>\n\nExperte: Delphine Roulet Schwab<\/span><h5 class='episode_title'>\u00c9PISODE 10 &#8211; VIOLENCES ET SENIORS<\/h5><span class='podcast_author'>Experte: <\/span><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"flyer_box\"><a href=\"mailto:contact@violencequefaire.ch?subject=Commande%20de%20Flyers%20Seniors&#038;body=Nom:%0D%0APr\u00e9nom:%0D%0ASoci\u00e9t\u00e9:%0D%0ANombre%20de%20Flyers:%0D%0AAdresse:\" target=\"_blank\" class=\"flyer_link\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.violencequefaire.ch\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Screenshot-2026-07-10-154145.png\" alt=\"\"><\/a><a class=\"flyer_btn\" href=\"mailto:contact@violencequefaire.ch?subject=Commande%20de%20Flyers%20Seniors&#038;body=Nom:%0D%0APr\u00e9nom:%0D%0ASoci\u00e9t\u00e9:%0D%0ANombre%20de%20Flyers:%0D%0AAdresse:\" target=\"_self\">Commander gratuitement des flyers ><\/a><\/div><\/div><\/div><\/div><\/section>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<section class='vqf_section_block'><div class='vqf_container'><div class='vqf_row'><div class='vqf_full_col'><div class='vqf_fixed_width_text'><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"1\/3 Violence de couple chez les seniors\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CH7aqYg0a1M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><\/div><\/div><\/div><\/div><\/section>[\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-12707","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Viol\u00eancia e pessoas idosas &#8226; Violence que faire ?<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Os casais de pessoas idosas tamb\u00e9m s\u00e3o afetados pela viol\u00eancia conjugal, seja ela psicol\u00f3gica, f\u00edsica, sexual ou econ\u00f3mica. 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